29/04/2003
Tenho que começar dizendo que nunca tinha numa balada mais forte de música eletrônica. Só em danceteriazinha meia boca. Bom, fui pra lá achando que o lance ia ser beber pra caralho e tentar ficar acordado a qualquer custo pra ver o dia nascer (ou esperar o metrô pra ir embora). Resultado: Tomei 1 cerveja e fui embora às 09:30 da manhã ainda com pernas pra pular mais. Aprendi várias coisas lá. Por exemplo, “set” é o que o DJ toca numa noite. Ou seja, você poderia dizer “o set do fulano hoje estava uma bosta”. Bom, eu não sabia disso antes de ir pra lá.
Consciente também da quantidade de drogas que rola nesse tipo de evento, achei que ia ver brigas pra caralho. Não vi nenhuma.
Bom, agora vem a parte mais importante, a música. Não ouço música eletrônica. Não sei qual a diferença entre Drum’n'Bass e Techno. Não sabia quem era Anderson Noise. Mas posso dizer o seguinte: Foi do caralho. Uma das coisas que mais me impressionaram foi a empolgação da galera. Nas viradas que o DJs faziam nas músicas, durante toda a noite, o povo vibrava, aplaudia e, principalmente, pulava pra caralho. Isso empolgava muito. Também não consigo esquecer da “imagem do festival”, como li em alguns sites. Foi na apresentação do Anderson Noise, a última de todas, no Outdoor Stage. Nove da manhã de domingo, o sol rachando e uma porrada de gente ouvindo e pulando ao som do cara. A que era para ser sua última música, era uma remix de Born Slippy do Underworld, fez a galera pular muito. Foi realmente impressionante.
Se você é do tipo que “ouvir música” significa “ouvir música alto” e, é claro, se você curte balada, vá no Skol Beats ano que vem.





