Resumo da Ópera
22/06/2006 às 19:57

Não é ópera é um velho chorinho do mestre Alfredo da Rocha Vianna Filho, o nosso eterno Pixinguinha – “Sofres porque Queres”. Era óbvio, evidente, claro, cristalino, acachapante, flagrante – ajude-me aí o amigo com alguns tantos adjetivos da mesma família – que, com Robinho, desde o início, o time criaria asas, leveza, velocidade, profundidade. Não que Robinho seja um Pelé, o maior do mundo, nada disso.

Simplesmente tem duas pernas ágeis, pulmões cheios, reflexos afiados, muita ousadia e um espírito de solidariedade incomum. Sem bola, oferece-se o tempo todo aos companheiros. Com ela, investe sobre os inimigos sem hesitações. E, quando a perde, recupera-a na seqüência. Isso contagia o time todo e atrai a turma toda para o centro do jogo. Foi assim com Ronaldinho Gaúcho, com Kaká, com Cicinho, com Juninho, com Gilberto e até com Ronaldo Fenômeno, que, finalmente, deu sinais fortes de que, ao lado de Robinho, pode voltar a ser o nosso Ronaldo.

Alberto Helena Jr, no iG.
Escreve bem, o rapaz, hein? : )

 


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