26/10/2008 às 01:21

Foto nikefutebol.
O São Paulo Futebol Clube, depois de deixar empatar um jogo que parecia ganho com o Palmeiras, enfrentava o enfraquecido Vitória, que só deu trabalho no começo do campeonato, precisando da vitória para entrar definitivamente na luta pelo título da Série A. O apoio da torcida era importante. Com capacidade para pouco mais 73 mil pessoas, o Morumbi tinha apenas 17.000 para ver esse jogo.
E o Grêmio, aquele imortal, defendia em casa a liderança da Série A do Campeonato Brasilerio contra o perigoso Sport, campeão da Copa do Brasil desse ano. Precisava do apoio da torcida. E o Olímpico, com 50.000 lugares, recebeu só 30.000 torcedores.
Tinha mais gente que isso até pra ver Vila Nova x Ponte Preta, jogo vital só para o visitante.
O Corinthians jogava apenas com a possibilidade de garantir matematicamente a subida para a primeira divisão, que era apenas questão de tempo. Precisava que o Barueri não ganhasse do Paraná, jogando na Arena Barueri, que era pouco provável. Mesmo assim, o Pacaembú, que deu a a sorte de ser adotado pelo Timão como seu, com seus 40.260 lugares, viu esgotarem os ingressos disponíveis, lotarem suas arquibancas e mais uma vez foi testemunha de algo que eu nunca vi ninguém conseguir explicar em palavras. Só conseguem dizer que é diferente de tudo, que nada se compara. E talvez essa seja mesmo a única forma de explicar a relação entre o time do povo e essa torcida que de tão apaixonada e pelo que faz, só podia mesmo se chamar de louca e ser chamada de Fiel.
“Aqui tem um bando de louco! Louco por ti, Corinthians! Aqueles que acham que é pouco. Eu vivo por ti, Corinthians. Eu canto até ficar rouco, eu canto pra te empurrar. Vamos, vamos, meu Timão. Vamos, meu Timão, não pára de lutar!”




