Aqueles de Jun de 2009

What is a browser?
18/06/2009


Posts relacionados

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)
Bar São Bento - nunca fotografe o gerente
Duty Calls
Não gosto de plágio
Reunited
15/06/2009


Posts relacionados

Faith No More + Para Nossa Alegria = Epic Shit
Quase piloto
14/06/2009

Sexta-feira fria e chuvosa em São Paulo. E qualquer um com mais ou menos a minha idade e que acompanhou um pouco de automobilismo durante a vida sabe que Interlagos combina com chuva. Era dia dos namorados mas a gente não deu muita bola pra isso.
Lá fomos eu e meu pai para o Quatro Rodas Experience, evento da Revista Quatro Rodas que permite que você faça um test-drive por Interlagos. Você escolhe o carro e teria direito a dar três voltar pelo circuito com o carro escolhido. A verdade é que pra mim aquilo é apenas uma volta e que o carro em si é só um detalhe. Tanto eu como meu pai, só queriamos é dar um volta pelo circuito ao volante.
Mesmo antes de entrar no carro, para nós só poder andar pelo paddock e pelos boxes de Interlagos já era algo, no mínimo, especial.

E finalmente chegou a minha vez, no test-drive das 15hs54. Coloquei minha balaclava de brincadeira, o capacete e fui encontrar o instrutor do meu test-drive, em frente ao box da Nissan. Uma Ferrari passa gritando do meu lado, só pra criar um clima. Pena que os R$90 que eu deixei na entrada só me deram direito um Tiida.

Entramos no carro e o cara começou a me passar algumas intruções: “basicamente, você vai ficar só em terceira e quarta”, “cuidado com o S no final da reta que é pior do que parece” e, por fim, “não pode passar de 120 km/h”. Tudo certo, então. Liguei o carro e fui pra fila no final do boxes. Era tudo divertido naquela hora, até a espera pela luz verde. As duas luzes ficarem acessas em vermelho por alguns minutos. Depois a de baixo se apagou e finalmente as duas ficaram verdes.
Sai devagar, meio nervoso, e joguei uma segunda marcha apressada, logo depois da primeira. Tentei me acalmar. Joguei a terceira e chegamos ao final da reta oposta sem acelerar muito, por causa do tráfego. “Joga segunda e passa esse cara que ele tá muito devagar”. E eu já começava a gostar do instrutor.
Fiz a parte baixa do circuito tentando pisar na zebra em todas as curvas, usando a pista inteira.

- Se fosse de verdade, você nem pensava em pisar na zebra.
- Por quê?
- Tinta molhada é um sabão.

Já estava no mergulho, cujo nome faz todo sentido, quando resolvi que não ia mais ‘pisar’ na zebra.
Junção e começo a subir para a reta . Só a visão daquele trecho de pista passando, comigo ao volante, valeu o ingresso: eu ia abrir a minha primeira volta em Interlagos.
A reta pareceu muito mais curta do que achei que seria e logo vi a placa de 150 metros pro ‘S’ daquele corintiano, que ainda estava ‘escondido’ pelo painel do carro.
Era a primeira vez que eu passava ali e não consegui pisar tão fundo quanto nos vezes que imaginei passar ali, morrendo de medo de fazer alguma cagada. Veio a curva do sol, a reta oposta, e o medo foi passando. Ia de novo pro meio do circuito, dessa vez sem chegar na zebra, mas procurando fazer as tomadas das curvas direitinho. Ali na parte de baixa velocidade do circuito, fiquei mais preocupado em ajudar o intrutor a fazer a máquina digital da minha mãe funcionar do que fazer as curvas. E ele me aconselha:
- Olha pra pista que eu olho pra máquina, beleza?
Eu só ri, concordando.
Aí veio a junção pela segunda vez e o melhor conselho do instrutor:
- Agora, pisa fundo! Ultrapassa ele.
Terceira, quarta marcha, e eu nem lembrava do velocímetro. Ultrapasso um carro na subida da reta e torço para que em algum lugar tocasse o tema da vitória. Empolgação total.
- Segura um pouco que você já está a 140.
E eu fechava a minha primeira volta em Interlagos acima do limite de velocidade permitido no test-drive.
Depois veio a única vez que senti o instrutor com um pouco de medo, “segura que você tá muito rápido”. E fiz o S do Senna de novo, tendo que freiar no meio dele por causa de outro carro e o intrutor lamenta: “ele nos atrapalhou um pouco”.
Na reta oposta, o carro da frente (que não consigo lembrar qual era), aparentemente com muito mais motor, se afasta de novo. Já me sentia nem mais confortável na pista.
Ali no meio das curvas, a pista molhada e a inexperiência me faziam querer freiar, não queria de jeito nenhum sair da pista, estragar aquilo. Mas o instrutor, atento, aconselhava na hora certa, “não freia, não freia”. E quando me preparava pra subir a reta da chegada de novo, “joga pra esquerda que a gente já vai voltar pros boxes”. Ele liga o pisca alerta, e eu aponto o carro para os boxes de Interlagos.
Nem sei se é verdade, pois não percebi o instrutor com marcando o tempo, mas antes do carro parar ali na entrada dos bozes, ele me avisa:
- E essa última volta já estava num tempo bom, sorrindo pra mim.
E pode até ser mentira, mas eu nunca vou esquecer.

Aí foi a vez de meu pai ir e eu sabia que ele ia gostar. Não tinha como ser diferente.
Mas quando vi ele no trânsito perto da casa da minha vó, ainda com a balaclava na cabeça, tive certeza que ele tinha gostado daquilo tanto quanto eu.

Posts relacionados

Tire win
Formula 1 na terra
Rolls-Royce V12
Chevrolet Chevelle SS
A maior perseguição de carro que você vai ver na sua vida
Did you?
13/06/2009


Posts relacionados

Pensamento do dia
Go away
Cachorros por Alyat
Morando com um Mastiff inglês
A história das coisas
10/06/2009


Posts relacionados

Tag Search via Themes Town