Corinthians e São Paulo fizeram um jogo muito mais aberto do que qualquer um imaginava. Ninguém esperava tantos gols.
O primeiro tempo terminou com um 2 x 1 que, no mínimo, mostrava o que as duas equipes tinham feito em campo. O Corinthians dominou o primeiro tempo e podia ter feito até mais, como aquele lance com duas bolas na trave deixa claro.
E as coisas teriam sido ainda mais fáceis se o Dentinho não tivesse levantado o cotovelo na cara do Washington. acabou expulso justamente. Ao menos levou Wasington junto, que merecia só amarelo. De qualquer forma o São Paulo acabou levando vantagem nas expulsões já que Dentinho jogava muito e o Washington ainda não tinha feito nada.
No segundo tempo, foi a vez dos goleiros aparecerem. Ceni falhou em falta de Roberto Carlos e o Corinthians abriu 3 a 1. Tudo parecia resolvido, mas aí foi a vez do jovem Rafael Santos aparecer. Ele falhou duas vezes e o São Paulo empatou. O empate, injusto, praticamente eliminava o Corinthians do Paulista.
Aí a sorte apareceu e num cruzamento do Iarley, que entrou no lugar de um Ronaldo bem mais participativo no jogo mas ainda abaixo do que se espera dele, a defesa do São Paulo colocou a bola nas próprias redes, aos 46 do segundo tempo.
O melhor de tudo foi ver o Corinthians novamente vibrante em campo, jogando bem e buscando a vitória. Essa era a resposta que todo corintiano esperava depois do fiasco dos últimos dois jogos. Agora é manter o espírito do clássico para confirmarmos a vaga no Paulista e na Libertadores, onde a situação é bem mais tranquila.
E o mais surpreendente nesse jogo é que o Corinthians criou mais chances de marcar do que o adversário. E quase todas nos pés e na cabeça de seu artilheiro fenomenal, Ronaldo. Pois, creia, amigo, Ronaldo falhou justamente no que é mestre – domínio de bola e finalização. Aliás, chegou ao extremo de furar uma bola maneira na cara do gol, de forma tão bizarra que chego a duvidar que fosse mesmo Ronaldo. Pior que era.