O Corinthians vai bem. Independente do resultado do jogo da próxima quarta, o Corinthians vai bem. E, só por isso, já durmo em paz. Já saímos do buraco negro em que nos metemos nos anos passados, principalmente em 2007.
Contra o Sport, pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil, o time pressionou, jogou bem e ganhou de forma maiúscula. Só não saio gritando “É campeão!” pelas ruas por causa daquele golzinho do Sport no final. Se ficássemos no três a zero, não tinha como tirar o título do Parque São Jorge.
Indispensável para a vinda do título, foi a ausência de cartões amarelos, que garante na finalíssima a zaga titular e o artilheiro do time.
De qualquer forma, vale perceber que esse Corinthians, tanto na Série B do Brasileirão, que lidera cem por cento, quanto na Copa do brasil, onde é finalista, vai cristalizando um jeito de jogar pra frente que o distingue da maioria dos demais times brasileiros da atualidade.
E, se o retrospecto recente é excepcional, a expectativa cresce quando se imagina Elias em plena forma jogando com Douglas, Dentinho, Eduardo Ramos e cia.
É verdade que isso é uma boa notícia para o Corinthians, mas é uma sacanagem sem tamanho.
Depois de vencer desconfianças, se transformar em um dos jogadores mais importantes do clube e comandar a equipe rumo à final da Copa do Brasil, o jogador de 33 anos terá que retornar ao Goiás, clube que detém os seus direitos federativos.
Como o prazo para a prorrogação do contrato do jogador venceu nesta sexta-feira, não há a menor possibilidade de haver uma reviravolta e Romerito permanecer no clube pernambucano ao menos até a final da competição nacional. Mesmo que o Sport compre seus direitos federativos, teria que ser feito um novo contrato e não haveria tempo útil para inscrever o meia novamente na Copa do Brasil.
Romerito chora e diz que é o momento mais difícil da carreira.