Você já leu um livro e quando terminou teve certeza que não entendeu porra nenhuma e decidiu ler o livro daqui a alguns anos pra ver se conseguia entender melhor?
Bom, comigo foi assim com esse livro do Descartes. O dia que eu entender, eu escrevo algo, ok?
O Caçador de Pipas é um dos hypes literários do momento. Tanto a Veja como a Época colocam ele em terceiro lugar na sua lista de mais vendidos (dessa semana) e foi com ele a primeira vez que eu abri um livro no metro e percebi que o cara do bando do lado lia o mesmo livro.
Bem escrito, conta a história de um covarde que faz umas merdas grandes e depois tentar, de alguma forma, ser redimir e como é dito no livro, ser bom de novo. O diferencial do livro, ao meu ver, é que a infância do protagonista se passa no Afeganistão, antes da invasão russa, e mostra um pouco como era a vida nesse lugar, os costumes do povo, as diferenças étnicas e essas coisas.
Não vai mudar a sua vida, mas é um bom jeito de gastar o tempo no metro.
Os Bórgias, The Family no tÃtulo original, usa fatos reais para contar uma história fictÃcia sobre a famÃlia do papa Alexandre VI que, antes de assumir o papado, atendia por Rodrigo Bórgia. Mario Puzo trabalhou no livro por mais de 20 anos, e morreu antes de terminá-lo, trabalho que coube a Carol Gino.
Com todos os ingredientes das histórias da máfia, o livro mostra os bastidores da Igreja Católica no século XV e todos os esquemas armados por Alexandre para aumentar o poder da Igreja e fortalecer o poder da famÃlia Bórgia, com grande destaque para os filhos César e Lucrécia, filhos que teve com a cortesã Vannozza, com quem manteve longo relacionamento. Eu recomendo.
Não esquecendo que meu xará também é o autor do melhor livro de todos os tempo, The Godfather.