Nos embalos de sábado a tarde
17/11/2008

O Corinthians, jogando tranquilo, ganhou mais uma no sábado. Primeiro tempo fraquíssimo, segundo tempo acelerado. Quatro gols, três para o Corinthians e um para o
Vila Nova, num pênalti que eu ainda não tenho certeza que existiu. Mais um sábado de sol agradabilíssimo naquele que
provavelmente será o estádio do Corinthians no seu
centenário.
E a verdade é que eu vou sentir falta desses sábados ensolarados no Pacaembú.
corinthians, Pacaembu, série B 2008
Fiel!
26/10/2008

Foto nikefutebol.
O São Paulo Futebol Clube, depois de deixar empatar um
jogo que parecia ganho com o
Palmeiras, enfrentava o enfraquecido Vitória, que só deu
trabalho no começo do campeonato, precisando da vitória para entrar definitivamente na luta pelo título da Série A. O apoio da torcida era importante. Com capacidade para pouco mais
73 mil pessoas, o
Morumbi tinha apenas
17.000 para ver esse jogo.
E o
Grêmio, aquele imortal, defendia em casa a liderança da Série A do Campeonato Brasilerio contra o perigoso Sport, campeão da Copa do Brasil desse ano. Precisava do apoio da torcida. E o
Olímpico, com 50.000 lugares, recebeu só
30.000 torcedores.
Tinha mais gente que isso até pra ver
Vila Nova x Ponte Preta, jogo vital só para o visitante.
O Corinthians jogava apenas com a possibilidade de garantir matematicamente a
subida para a primeira divisão, que era apenas questão de tempo. Precisava que o Barueri não ganhasse do Paraná, jogando na Arena Barueri, que era pouco provável. Mesmo assim,
o Pacaembú, que deu a a sorte de ser adotado pelo Timão como seu, com seus 40.260 lugares, viu esgotarem os
ingressos disponíveis, lotarem suas arquibancas e mais uma vez foi testemunha de algo que eu nunca vi
ninguém conseguir explicar em palavras. Só conseguem dizer que é diferente de tudo, que
nada se compara. E talvez essa seja mesmo a única forma de explicar a relação entre o time do povo e essa torcida que de tão apaixonada e
pelo que faz, só podia mesmo se chamar de louca e ser chamada de
Fiel.
“Aqui tem um bando de louco! Louco por ti, Corinthians! Aqueles que acham que é pouco. Eu vivo por ti, Corinthians. Eu canto até ficar rouco, eu canto pra te empurrar. Vamos, vamos, meu Timão. Vamos, meu Timão, não pára de lutar!”
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