July 3rd, 2009

Andrés Sanches, 2 de Dezembro de 2007.
Hoje, somos um clube magoado e massacrado. Chegamos ao fundo do poço. Mas vamos voltar. Quem quiser tirar sarro aproveite: será a última vez. Daqui para frente, acabou!

Bate-pronto: o blog de esportes do Estadão.
Não existe time mais estruturado dentro de campo no Brasil do que o Corinthians. É, sem dúvida, o melhor do País.
Enfim, a taça não poderia estar em melhores mãos.
Um ano e sete meses depois de viver o pior capítulo de sua história com o rebaixamento à Série B, o Corinthians novamente manda no país.
Aos 20 minutos, a bola alçada foi da esquerda (por André Santos) e pelo alto. Jorge Henrique, de 1,69 m, pulou e cabeceou para as redes. Desta vez, valeu. Foi a primeira vez que os colorados silenciaram no Beira-Rio e os corintianos conseguiram ser ouvidos. O time da casa passava a precisar de ao menos uma goleada por 4 a 1 para ser campeão. E a situação piorou.
Tite, técnico do Internacional.
– Merecimento é qualidade técnica, física, tática e emocional. A efetividade do Corinthians foi maior no primeiro jogo. O Corinthians mereceu porque foi mais efetivo. Temos que ter a grandeza de reconhecer isso – disse o treinador colorado.
Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter.
- O Corinthians ganhou com méritos. Jogou mais do que nós e mereceu ganhar. No balanço dos dois jogos, o adversário foi superior. Jogou com o regulamento, com estratégia – afirmou o dirigente.
O Corinthians é o justo tricampeão da Copa do Brasil. Tem um excelente time, banco de reservas e um treinador impecável. Campanha de time grande e que soube entender e jogar com o regulamento. O Corinthians fez 16 gols na Copa do Brasil, 11 deles fora de casa e apenas 5 no Pacamebu. Ou seja, sempre pôs seus adversários para correr. Sabia como fazer a vantagem e como administrá-la. Foi assim na noite preto-e-branco do Beira-Rio.
Se o Senado brasileiro é o que é, imagine o futebol.Se o Estado brasileiro não consegue se impor e se ausenta, imagine o que acontece com a idéia de autoridade no futebol.
Daí que a história é sempre a mesma.
Os jogadores ficam em plano secundário e os cartolas aparecem.
Com bobagens sem parar, que não teriam a menor importância, e nem mereceriam nenhuma referência, não fosse o fato de botarem lenha na fogueira da violência dos torcedores irracionais.
Na tentativa de se ganhar jogos fora do campo, vale tudo.
Até acusar de ser sempre ajudado pela arbitragem um clube que outro dia mesmo, no ano passado, estava na segunda divisão, tão ajudado que foi.
Porque erros de arbitragem se distribuem igualmente anos a fio, normalmente por serem só erros, às vezes, por corrupção mesmo.
Enfim, vivemos dias de asnices de tipos dos mais perigosos que existem: os falsos calmos.
Cuidado com eles.
E a CBF a tudo vê, calada.
É claro.
A CBF não pode exigir postura ética de quem quer que seja.
Tomara que Porto Alegre continue a ser feliz nesta quarta e quinta-feiras e não vire um porto de amargura.
O primeiro tempo da final da Copa das Confederações terminou com o improvável placar de 2×0 pros EUA frente ao Brasil. Mas com uma virada maiúscula, o time canarinho lembrou ao mundo quem manda no esporte bretão.
