O Gilberto Dimenstein mandou bem de novo, no Pensata.
mais do que uma asneira histrica ou uma piada de pssimo de gosto, o retrato de uma gerao de jovens vtimas do cinismo extremado.
A direo do Centro Acadmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo So Francisco, publicou, em seu jornal, a seguinte tese sobre a escravido dos negros: “Se no fossem escravizados, os negros no teriam sido trazidos ao continente americano. Por pior que estejam aqui atualmente, esto melhores do estariam na frica atualmente.”
Note-se que o grupo que assumiu a direo do centro (que j foi ocupado, por exemplo, por Ulysses Guimares), batizou-se de “escria” e seu lema, na campanha eleitoral, era “balada, bebida e putaria.”
O fato de um grupo desse tipo chegar ao poder numa instituio to tradicional, marcada pela defesa dos direitos humanos, no um problema nem provinciano nem s estudantil. Revela o que ocorre quando o descrdito se abate na poltica. Uma tendncia que s tende a se agravar com as denncias que envolvem o PT, que tinha a tica como uma espcie de marca registrada.
Agora o meu comentrio, afinal, sei muito mais das coisas que o Dimenstein. J fui universitrio e sei que, s vezes, alguns lemas ou frases de batismo so escolhidos como brincadeiras ou provocaes. Assim como a minha turma de faculdade que se batizou ‘povinho esquisito’ ou um parte do pessoal do
IME-USP que, nos Intercomps da vida, se batizava de ‘banda B’ ou ‘banda podre’, apenas para ir contra a atitude radical da grande maioria dos estudantes do
IME-USP que no participavam de nenhuma festa ou brincadeiras caractersticas desses jogos. Assim, no vejo problema em que o lema dos caras do C.A. da Faculdade de Direito do Largo So Francisco ter usado o lema ‘balada, bebida e putaria’. Gostem ou no, acho que um pouco dessa postura faz parte da vida universitria.
Agora, quanto ao texto publicado no jornal, s posso dizer que pensava que quem entrava numa faculdade de tanto nome, seria um pouco mais inteligente que isso, de to estpido que .