Aqueles com a tag ‘brasil’

Às favas com a livre imprensa
December 16th, 2009

Sérgio Augusto, O Estado de S.Paulo

Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal ratificou, na quinta-feira, a mordaça imposta ao Estado pelo desembargador Dácio Vieira no fim de julho, e este jornal continuou proibido de publicar reportagens sobre a Operação Barrica, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho mais velho do senador José Sarney. Como hoje faz 41 anos que o Ato Institucional nº 5 foi assinado, já tem gente desconfiada de que dezembro, e não novembro (quando se decretou o Estado Novo, em 1937), talvez seja “o mais cruel dos meses” para a Justiça brasileira.

Ao pôr seu jamegão no AI-5, o então ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, cunhou este imortal desabafo: “Às favas com os escrúpulos de consciência”- e a ditadura militar atarraxou as cravelhas. Nada do mesmo teor foi dito durante ou após o julgamento de quinta-feira, mas uma frase do decano do STF, Celso de Mello, um dos três magistrados que não engoliram os argumentos de “inviolabilidade da honra e da intimidade” invocados pelo desembargador, não me sai da cabeça: “O poder geral de cautela é o novo nome da censura em nosso país”.

Se bem entendi, o ministro quis dizer que o direito pleno à liberdade de expressão, consagrado pelo Supremo com a derrubada da Lei de Imprensa em abril, foi mandado às favas por seis dos seus colegas porque estes entenderam que a defesa acauteladora da honra e da intimidade, ainda que de réus com o lastro de indiciamentos de Fernando Sarney, vale mais que o seu, o nosso direito de ser plenamente informado sobre um caso que envolve os crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Resumo da ópera: a liberdade de imprensa, ao contrário da honra e da intimidade, não é mais inviolável no Brasil. Haja vista as 16 decisões judiciais que, ao longo do último ano, amordaçaram periódicos de vários pontos do País.

A volta da censura, agora recauchutada com o adjunto “cautelar”, não surgiu do nada, é fruto de “visões autoritárias” que ainda perduram no aparelho de Estado, na avaliação do ministro Ayres Britto, e segue a corrente anti-imprensa que percorre quase todo o continente, do México à Argentina, passando pela Venezuela (em apenas dez meses de governo, Hugo Chávez fechou 34 emissoras de rádio e estimulou 107 ataques a meios de comunicação e jornalistas, números dignos de uma ditadura militar) e pelas reiteradas críticas do presidente Lula ao ceticismo, ao “azedume” e à mania dos nossos jornalistas de fiscalizar, que audácia!, os três Poderes.

Perdi a conta de quantas vezes, em seus sete anos de governo, Lula gozou, desqualificou e deu maus conselhos aos profissionais da informação. A última foi na segunda-feira, durante a entrega de um prêmio conferido ao presidente por uma… revista. Um ato de indelicadeza, para dizer o mínimo.

Se o presidente se restringir, como deve se restringir, às agressões verbais, sairemos lucrando. Sorte nossa que, embora já tenha manifestado desejo de criar “algum mecanismo de controle externo da mídia”, Lula ainda não foi contaminado pelo vírus do bolivarismo chavista, como Evo Morales e, de certo modo, Cristina Kirchner. Mas ele parece longe de compreender que a imprensa, como nos ensinou Millôr Fernandes, é oposição – “e o resto é armazém de secos & molhados”.

Poucas vezes, em tempos de guerra ou paz, a liberdade de imprensa esteve tão ameaçada como agora. Em plena revolução digital, com os meios de comunicação cada vez mais sofisticados, abundantes, eficazes e pervasivos, uma conjura de forças políticas e econômicas, ideologias nacionalistas, fundamentalismos religiosos e criminalidade organizada se desdobra para evitar que a informação jornalística cumpra seu destino manifesto, que é buscar e transmitir sem restrições a verdade dos fatos. Com armas e métodos os mais variados, coagem, intimidam, censuram, prendem, agridem, torturam e até matam jornalistas.

É flagelo universal, mais frequente em regimes totalitários ou autoritários, como China, Irã, Eritreia, Cuba, Venezuela, e em democracias fragilmente consolidadas, como Rússia, México, Colômbia.

Em 3 de novembro o jornalista José Antuna foi estrangulado em Durango (México) por haver denunciado ligações da polícia com o tráfico de drogas. Sobre seu cadáver, os esbirros puseram um cartaz, com um recado intimidatório para os colegas de Antuna: “Foi nisso que deu eu escrever o que não devia. Cuidem bem de seus textos”. Três semanas depois, nas Filipinas, 24 jornalistas foram trucidados, com mais 30 pessoas, num sequestro envolvendo um poderoso clã familiar de Mindanao.

Pela última contagem da ONG internacional Repórteres Sem Fronteira, chega a 178 o número de jornalistas presos injustamente no mundo inteiro; presos por terem escrito “o que não deviam”. A China divide com o Irã a medalha de ouro da repressão à imprensa: 88 jornalistas encarcerados, 58 dos quais atuantes na blogosfera, entre eles o ativista de direitos humanos Hu Hia, cumprindo pena de três anos e meio por “incitar à subversão” em seus artigos online. Cuba vem logo atrás, com 24 jornalistas condenados a penas entre 14 e 22 anos. Seguem-se Mianmar, Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia. Não é inexpressiva, nesse ranking, a posição do Marrocos (redações fechadas, jornalistas presos e obrigados a pagar multas extorsivas), da Argélia e da Tunísia.

No ranking exclusivo da repressão à internet, a campeã é a Arábia Saudita, seguida dos habituais suspeitos (Mianmar, China, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Tunísia, Turcomenistão), reforçados pelo Egito, Usbequistão, Síria e Vietnã. Todos eles transformaram a rede numa vigiada intranet, inventando assim a blogosfera de segurança máxima.

Honestidade
May 11th, 2009

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Estou me lixando para a opinião pública.

Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS).
Vi no Noblat.

Até elas
April 17th, 2008

E no que at as novelas da Globo tem o seu lado bom?

As novelas e seu apelo junto ao publico brasileiro causaram em parte a queda da taxa de natalidade no pas nos ultimos 40 anos, diz um estudo do Center for Economic Policy Research (CEPR), com sede em Londres. Segundo a pesquisa, o modelo de familia pequena apresentado pelas telenovelas da Globo seria um fator de importncia consideravel – teria influenciado o numero de filhos desejados pelas brasileiras. Dados de Censos e outros estudos indicam que a taxa de 6,3 filhos por mulher em 1960 caiu para 2,3 filhos em 2000, queda explicavel em parte pelas novelas globais. E a pesquisa v ainda uma influncia “bastante notvel” na escolha dos nomes dos recem nascidos, batizados a partir de nomes de personagens das novelas. Noticia da France Presse.

Nota do Blue Bus.

Cansei
August 3rd, 2007

O Movimento Cvico pelo Direito dos Brasileiros, liderado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional So Paulo e com a participao de diversas entidades e lideranas da sociedade civil, visa sensibilizar os brasileiros a pararem durante um minuto, s 13 horas do dia 17 de agosto, quando o acidente com o avio da TAM completar 30 dias.

No se trata de um ato poltico, mas de uma manifestao cvica de cidadania e de amor ao Brasil, afirma Luiz Flvio Borges DUrso, presidente da OAB SP. Com o silncio, a sociedade poder expressar sua solidariedade e indignao de forma pacfica, equilibrada e organizada, completa.

Mais em http://blog.cansei.com.br/.

Quanto um presidente pode não saber…
August 2nd, 2007

J est comeando a irritar essa histria… Acontece alguma merda, o Lula faz cara de coitado e diz que no sabia… Ento, que porra que ele t fazendo l em Braslia?!
Veja tudo o que Lula ‘no sabia’.

Marca
August 3rd, 2005

Se fosse uma marca, Brasil seria a 15 mais forte do mundo.

Cabe destacar que os Estados Unidos ficaram em 11 lugar, com boa avaliao das exportaes e do desejo de se investir o morar no pas. Turismo e populao tambm alcanaram resultados favorveis, mas a cultura e a confiabilidade do governo registraram alguns dos piores desempenhos do estudo.

Vai chover
June 21st, 2005

O Gilberto Dimenstein mandou bem de novo, no Pensata.

É mais do que uma asneira histórica ou uma piada de péssimo de gosto, é o retrato de uma geração de jovens vítimas do cinismo extremado.

A direção do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, publicou, em seu jornal, a seguinte tese sobre a escravidão dos negros: “Se não fossem escravizados, os negros não teriam sido trazidos ao continente americano. Por pior que estejam aqui atualmente, estão melhores do estariam na África atualmente.”

Note-se que o grupo que assumiu a direção do centro (que já foi ocupado, por exemplo, por Ulysses Guimarães), batizou-se de “escória” e seu lema, na campanha eleitoral, era “balada, bebida e putaria.”

O fato de um grupo desse tipo chegar ao poder numa instituição tão tradicional, marcada pela defesa dos direitos humanos, não é um problema nem provinciano nem só estudantil. Revela o que ocorre quando o descrédito se abate na política. Uma tendência que só tende a se agravar com as denúncias que envolvem o PT, que tinha a ética como uma espécie de marca registrada.


Agora o meu comentário, afinal, sei muito mais das coisas que o Dimenstein. Já fui universitário e sei que, às vezes, alguns lemas ou frases de batismo são escolhidos como brincadeiras ou provocações. Assim como a minha turma de faculdade que se batizou ‘povinho esquisito’ ou um parte do pessoal do IME-USP que, nos Intercomps da vida, se batizava de ‘banda B’ ou ‘banda podre’, apenas para ir contra a atitude radical da grande maioria dos estudantes do IME-USP que não participavam de nenhuma festa ou brincadeiras características desses jogos. Assim, não vejo problema em que o lema dos caras do C.A. da Faculdade de Direito do Largo São Francisco ter usado o lema ‘balada, bebida e putaria’. Gostem ou não, acho que um pouco dessa postura faz parte da vida universitária.
Agora, quanto ao texto publicado no jornal, só posso dizer que pensava que quem entrava numa faculdade de tanto nome, seria um pouco mais inteligente que isso, de tão estúpido que é.

Vergonha
April 13th, 2004

Governo do Rio vai construir muro em volta das favelas
Sério, eu estou com vergonha disso estar acontecendo no meu país.

Caramba…
November 7th, 2003

Você conhece bem o seu país?
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/BR.html
Tem gente que conhece…
update: link atualizado em 18/06/2009

Pan!
August 10th, 2003

Sabe aquele barulinho do Windows quando da pau em algum programa? Eh sobre esse pan que eu estou me referindo.
Esses Jogos Panamericanos estao cheios de cagadas com o Brasil. Depois da bandeira errada no desfile, o que jah eh um absurdo, agora tiraram o Brasil da final do basquete por um erro na contagem. Pan. Porra, galera, contar eh facil.

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