Mais uma vez o Corinthians ficou devendo futebol e alguns dizem até que merecia a derrota no Pacaembu. Pode até ser um exagero, mas mostra bem o que foi o jogo.
Ronaldo vai melhorando mas ainda está muito longe do que gostariamos e esperávamos. Só o Dentinho merece algum elogio pelo que jogou.
Primeiro, vamos deixar bem claro: a vitória santista foi mais que merecida, apesar da arbitragem tendenciosa.
Mas pior que a arbitragem foi ver o time, novamente, perdendo a cabeça em campo. Enquanto os ‘moleques da vila’ brincavam, o time, supostamente experiente e catimbado, como falam, perdia a cabeça.
Roberto Carlos, que trouxe como uma de suas credenciais a experiência, esteve em campo afoito como um juvenil e fez um pênalti absolutamente desnecessário logo no início do jogo. Lembrando que o cartão amarelo que levou, nesse lance, foi absolutamente injustificável. Felipe fez uma excelente partida mas todos os seus companheiros de defesa ficaram devendo. Eu vi lá da casa da minha vó que o Neymar ia girar para cima do Alessandro e ele ficou lá, com os pés plantados no chão, assistindo ao primeiro gol do Santos.
No meio e na frente, apenas o Dentinho foi realmente bem na partida. Do Jorge Henrique eu não falo nada, mas o resto ficou devendo um pouco de futebol.
Tá certo que se o Tcheco acerta aquela cabeçada no finalzinho, estariamos comemorando um empate heróico, sem dúvidas. Mas no fundo acho que foi bom que aquela bola não tenha entrado, para que ninguém esqueça as falhas que o time mostrou. Como bem ressaltou o Paulo Monteiro, o mês de Março é decisivo para as pretensões do Corinthians no primeiro semestre. 8 jogos, 2 pela Libertadores e 6 pelo Paulista. Dois são pela Libertadores e jogando fora. No caso de duas vitórias, nossa classificação estará muito próxima. No Paulista, quando acabar Março, faltaram apenas duas rodadas para o fim e espero que nossa vaga para a fase decisiva já esteja garantida.
E o Corinthians finalmente estreou na Libertadores. E estreiou jogando mal.
Logo no primeiro minuto, antes mesmo do foguetório acabar, a defesa do Corinthians falhou e o Racing abriu o placar. Nunca vi um silêncio tão grande num estádio.
Porém a resposta do Corinthians veio rápido. Aos 10, Ronaldo tocou pra Tcheco que, de letra, coloca Elias na cara do gol. Um golaço! Um a um no placar.
Tive até a impressão que o Corinthians viraria o jogo facilmente e que até poderia ganhar de goleada. Ledo engano. Parece que o susto do gol logo no primeiro minuto traumatizou o time que parecia com medo de arriscar. E o gol do Corinthians não mudou em nada o comportamento do time uruguaio, que se preocupava muito mais em defender do que atacar.
No intervalo, o Mano Menezes tirou o Defederico, que não conseguiu criar muito no primeiro tempo, e colocou Souza. Achei até que ele seria vaiado, mas não foi. Teve seu nome gritado pela torcida pela raça que mostrou em alguns lances. Aos 20 o Corinthians fez a jogada muito parecida com a do primeiro gol para fazer o segundo. Elias veio de trás de novo, mas dessa vez recebendo passe do Souza, acionado pelo Ronaldo. Corinthians 2×1. E eu nem consegui gritar gol tamanho o alívio que senti. Acredito que a vitória no primeiro jogo era fundamental.
O que mais me preocupou não foi nem o fraco futebol mostrado e sim o nervosismo que o time mostrou em campo. Teoricamente, o Corinthians contratou atletas experientes para a Libertadores justamente para que eles não perdessem a cabeça. E não foi isso que aconteceu.
O melhor foi perceber a versatilidade do elenco do Corinthians. Todos de quem se esperava uma grande atuação decepcionaram: Ronaldo, Defederico, Jorge Henrique… Dá a impressão de que quando tudo mais falhar, o Elias pode aparecer para resolver. E se não for ele, pode ser o Jucilei, o Souza ou algum outro.
No fim, vale ressaltar, com tudo já praticamente resolvido, Ronaldo fez dois lances geniais (o primeiro resultou na expulsão de Flroes) como que apenas lembrando a todos do que ele é capaz, como que se desculpando com a torcida e prometendo que nos próximos jogos a coisa vai ser bem melhor. Assim espero.
Com Morais e Tcheco na armação, Jorge Henrique e Souza na frente0, o Corinthians fez o que tinha que fazer contra um time fraco como o Mogi Mirim: ganhou fácil. Souza fez dois e ganha moral, o que é ótimo já que vamos precisar dele gostando ou não do seu futebol. Paulo André de novo fez boa partida e reforça a idéia de que teremos uma ótima defesa durante o ano, seja com os titulares ou os reservas. Roberto Carlos vai se soltando a cada jogo. Chicão mostrou de novo que tem muito talento para o ataque e deixou o dele.
E o Corinthians vai embalando para estrear na Libertadores.
O jogo entre a Lusa e o Corinthians, pela oitava rodada do Paulistão, foi cheio de surpresas pra mim.
O horário do jogo, marcado para as 16hs mesmo com o horário de versão e calor intenso dos útimos dias.
A Lusa entrou para o jogo vestindo camisas pretas, o que deve ter agradado muito aos jogadores.
A pior surpresa, foi o frangaço que Felipe tomou ainda no primeiro tempo, facilitando a vida da Lusa.
E a melhor foi a boa estréia do zagueiro Leandro Castan, que se mostrou uma boa opção para a reserva dos intocáveis William e Chicão.
Por fim, Elias fez o dele, e ficamos num 1×1 sem muita graça.
A primeira goleada do Corinthians no ano veio contra o fraco e virtualmente rebaixado Sertãozinho, pelo Paulistão.
Chicão abriu com um presente do goleiro deles. Jorge Henrique, de novo, fez o segundo em bela jogada de Alessandro. Depois, Marcelo Mattos acertou o cantinho do gol fazendo três a zero em assistência do Roberto Carlos. E por fim, Jorge Henrique colocou Edno na cara do gol e ele finalmente desencantou.
O grande Helena, resume bem.
Ainda não é o Corinthians que se espera, longe disso. Mas o time que goleou o Sertãozinho por 4 a 0, neste sábado, já deu um passo adiante nesse sentido.
Não apenas porque goleou o frágil adversário no Pacaembu, sua casa. Mas, abstraindo-se a fragilidade do Sertãozinho, sobretudo, porque se percebeu que houve melhor sincronia nos movimentos coletivos da equipe alvi-negra, assim como um acerto maior nos passes, fundamento do jogo.
Bom, eu tenho um grande carinho pela Ponte Preta, por ser o time do meu pai, por isso confesso que pra mim não poderia ter sido outro o adversário que quebrou a invencibilidade de 28 jogos do Corinthians no Paulista. Não tinha ilusões de ficar invicto, novamente, até o final do campeonato, então melhor assim.
Tcheco até chegou a dizer que isso podia ser bom para tirar qualquer tipo de peso desnecessário da equipe, por ter de, a cada jogo, defender a invencibilidade. Acho que ele tem certa razão, até por que em defesa dessa invencibilidade empatar com times mais fracos poderia ser visto como um bom negócio, o que não vai mais acontecer.
Ainda fica difícil falar do time, já que ainda estamos na fase de testes e de escalações variando a cada jogo. Só o Escudeiro é quem me preocupa. Ineficiente no ataque, lento na defesa. Sem contar os 9 amarelos em 12 jogos. Que precisemos pouco dele.
Sofrido, como o corintiano gosta. É isso que vão dizer da vitória no primeiro clássico do ano, mesmo a gente não gostando tanto assim de sofrer. Com oito minutos de jogo, muita coisa já tinha acontecido: o Corinthians já ganhava de um a zero, gol do ‘São’ Jorge, e jogava com um a menos. Mas a bobagem do Roberto Carlos, expulso em lance bobo, foi compensada por um time aguerrido, querreiro, que conseguiu segurar um Palmeiras sem muita criatividade pelo resto da partida. Foi bonito de ver. Os novos contratados Ralf, que salvou uma bola em cima da linha, Danilo e Tcheco jogaram bem e vão se acertando no time, se entrosando.
E Jorge Henrique foi o melhor em campo, de novo. Mas dessa vez dividindo o posto com o goleiro Felipe, que operou, ao menos, dois pequenos milagres na pequena área.
E o no primeiro clássico do centenário, o Corinthians mostra a que veio. Se o time continuar mostrando a disposição e aplicação tática que mostrou no domingo, o ano será grande.
Na quarta, pegamos a Ponte, estreando o novo uniforme. E mesmo não gostando muito da cor roxa, gostei da homenagem a São Jorge. Espero que traga sorte.
O Corinthians vai repetindo a sina do Paulista do ano passado. Empates e vitórias magras. Espero que continue assim até o final, não seria mal.
Ao menos, contra o Mirassol, dominamos a partida e pressionamos quase o jogo todo. E levando em conta que o gol deles saiu numa falha bizonha da defesa, num lance isolado, e que ainda tivemos um gol mal anulado – o do Dentinho, que não estava impedido – podemos dizer que o empate foi injusto.
Danilo estreou e mostrou que pode ser muito útil ao Timão, até recebendo elogios do Mano. Só tenho dúvidas se ele pode jogar ao lado de Tcheco. No meu time, ele jogaria ao lado do Defederico.
Mas o pior mesmo veio aos 22 do segundo tempo quando Ronaldo foi substituído por sentir a coxa. E exames posteriores confirmaram que o gordo não jogo contra o Palmeiras no domingo. Uma pena, pois o clássico promete.